Segunda-feira

almoço de domingo no Outback

aconteceu o seguinte:

sabe-se lá porque, eu apareci com a idéia de que o nosso almoço de domingo poderia ser no Outback, e sabe-se muito menos porque, o meu marido concordou, ou melhor, aceitou, sem questionar.

então lá fomos nós, estacionar em shopping Leblon para conseguir uma mesa no Outback.
Era tudo muito estranho, sulreal, e eu tentava convencer Tuna, de que tudo ali era muito bom, que ele não ia conseguir nada igual em nenhum outro lugar (de fato eu estava certa)..

para começo de conversa, 26 mesas aguardando na nossa frente.tudo bem, rodamos um pouco, voltamos, sentamos num banquinho de espera e eu pedi a famosa cebola.

espera um pouquinho e...Zásss, cebola pronta na nossa frente. Meu Deus, o que era aquilo?? (mas até aí au ainda dizia que tudo era muito bom, e Tuna olhava para mim quase sem acreditar naquilo). Gente, não dá para sentir sabor, é um tempero, um sal, uma gordura, um horror, sem perdão.

ainda faltavam 16 mesas (que loucura!! por muito menos viramos as costas e desprezamos um lugar no Valsugana, um italiano maravilhoso em Pedra Azul, mas vá lá, tem dias que essas coisas inexplicáveis acontecem mesmo com a gente).

espera, espera, pronto!!

-D. Paula, queira nos acompanhar, sua mesa está pronta!!

de entrada escolhemos uma Ceasar Salad, que chegou em cinco minutos e me dava a exata impressão de que eu estava mastigando pedaços de sal, e é bom deixar bem claro que eu sou daquelas que coloca sal antes de provar, sou íntima no assunto, e me sinto segura o suficiente para dizer que a ceasar deles é incomível! mas, veio acompanhada de um pãozinho australiano quentinho com uma manteiguinha, que foi a única coisa gostosa do nosso almoço. Senti o meu encontro com a dita Ceasar por bom tempo!!

a carne escolhida foi um contra-filé. A essa altura eu só queria que aquilo tudo acabasse logo, o almoço prazeroso de domingo já tinha se transformado em uma catástrofe, e a única coisa que conseguíamos era olhar um para a cara do outro e cair na risada.

Tuna só perdeu o controle mesmo, quando pediu uma coca-cola e descobriu que era de máquina. Para amenizar a situação eu ainda tive a cara de pau de falar:

-eu adoro refrigerante de máquina..(daonde eu tirei isso???)

chegou o contra-filé com uma batata recheada, que era gostosa. Também, pudera!! batata não tem como ficar ruim!! Agora, a carne...me digam se eu estou ficando louca ou se a sensação que eu vou descrever é verdade!! a carne era macia, mas não era suculenta, não fazia miam-miam na boca, era bonita, mas era artificial, será que é possível??
Não tinha sabor!!

tudo acabou bem, no fim, chegamos sãos e salvos, um pouquinho mais pobres e insatisfeitos..

bem, foram essas as sensações de ter almoçado no Outback. Alguém me corrija, se puder..

;(

Quinta-feira

frio = capeletti

 

 

 


a receita é quase a mesma que eu já publiquei aqui, a alteração é usar uma misturinha de farinha de trigo com manteiga no lugar do amido de milho para espessar.
o de hoje foi de pato e eu joguei umas folhinhas de estragão.

P.S. você pode guardar no congelador essa mistura da mesma proporção de manteiga com farinha de trigo, amassado com um garfo, que é para homegeneizar, e usar sempre que quiser espessar um caldo ou uma sopa.
;)
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Domingo

cachorro quente na tortilha..

 

 

 
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croquetinho de risoto

 

 

 
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como eu falei aqui, a sobra do risoto é sempre providencial para o croquetinho dos dias que seguem ;)

ralei mais um pouquinho de parmesão no risoto e comecei a modelar eles em forma de croquete pequeno.

é bom não amassar muito, mexer o menos possível nele, que é para não perder a forma dos grãos de arroz.

depois de modelado da forma escolhida, empanar os bichinhos na seguinte ordem:

-farinha de trigo (depois bater bastante para ficar o mínimo possível de trigo nos bolinhos)
-água (rolar rapidamente em água dentro de um prato fundo)
-farinha de rosca (a minha foi feita com sobras de pão preto assado, processado, e peneirado)

fritar os bolinhos sob imersão em óleo de soja quente.

para acompanhar, coloquei 20 segundos no microondas geléia de damasco com uma colherzinha de chá de água e gotinhas de tabasco.

mão na roda

 

polvilhador de açúcar de confeiteiro.
aprovado
;)
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sopa de abóbora e cenoura

 

 


o frio está aqui, junto com a inspiração e vontade de fazer comidinhas..então sopa de abóbora e cenoura para a noite de hoje.

cortei um pedaço médio de uma abóbora média (???) em pedaços mais ou menos do mesmo tamanho, para cozinhar por igual.

descasquei e cortei duas cenouras médias (???)*

*desculpas por não ter pesado
;)

coloquei 1 litro de água em uma caçarola, usei 1 cubo de caldo de galinha Knorr Vitalie, que é sem gordura.

quando começou a abrir fervura coloquei as cenouras, depois de 3 ou 5 minutos coloquei as abóboras.

temperei com 1 pitada de curry em pó (bem pouquinho, uma pitadinha mesmo para aromatizar), 1 colherzinha de café de sálvia desidratada, 2 ou 3 folhas de louro seco, pitada de sal e pitada de pimenta.

depois de cozidas em fogo baixo e panela tampada, tirei as folhas de louro, deixei esfriar um pouquinho e bati no liquidificador.

para finalizar juntei queijo gorgonzola. e um fio de azeite aromatizado com pimenta.

esses sabores acentuados do tempero, gorgonzola e azeite apimentado contrastaram com o doce da abóbora e da cenoura.

bon apettit!
;)
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reencontrando a cozinha...


 

 
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parece um pouco controverso, mas desde que eu comecei meu curso de gastronomia, a quase dois meses, eu não boto os pés na cozinha, ou melhor, as mãos nas panelas, e nessa semana quando eu cheguei em casa na quinta, fui tomada por aquele desejo incontrolável de arrumar uma mesa maravilhosa, comprar flores, preparar comidinhas gostosas e encher a casa de amigos..

a escolha do menu não foi difícil desta vez, porque um casal de amigos queridos, ou melhor, mais que queridos, ganharam uma Le Creuset para risotos, então, BINGO! Risoto. Vamos estreiar essa belezinha..

bem, eu adoro risoto de galinhola, e Tuna havia mandado matar uma para guardar no freezer, então, a bichana nem entrou lá, e compôs meu risoto.

depois de separada coxa, sobre-coxa, e etê-cé-tê-ra, coloquei em uma panela de pressão com tomate, cebola, alho, sal, pimenta, água para cobrir a ave, umas folhinhas de louro, e deixei por uns 30 minutos, contados depois de pegar pressão, mas o tempo correto, já sabem, depende de cada chama, de cada panela, é necessário que fique o bastante para deixar a ave macia.

depois de pronta, esperei esfriar e desfiei a carne.

coe o caldo da galinhola e reserve, ele é importantíssimo!!

galinhola pronta e desfiada, caldo reservado, coloquei-me a arrumar minha mesa feliz da vida, e mais tarde quando todos já estavam aqui, com suas taças em punho, fui preparar o risoto, da forma mais gostosa, amigos na cozinha, música agradável e um vinho do meu gosto.. ;)

para o risoto:

aquecer cebola picadinha em um pouco de manteiga, até que ela fique transparente,

junte a arroz arbóreo, na quantidade necessária. minha medida é um punhado cheio por pessoa,*(aprendi com Jamie Oliver e sempre dá certo) e mais um chorinho no final para o croquete de risoto do dia seguinte, por minha conta.

quando começar a fritar o arroz e querer grudar no fundo da panela é a hora de jogar um vinho branco, para o arroz começar a soltar o seu amido. não deixe de sentir o cheiro que sobe!!

quando começar a secar de novo, vá acrescentando o caldo aromático, que daqui foi o da galinhola que estava reservado, de concha em concha, sempre esperando começar a secar para colocar mais.

na metade do cozimento já pode começar a colocar os ingredientes que vão fazer parte do teu risoto. primeiro coloquei cenoura em rodelas que tem um tempo de cocção maior, depois coloquei pedaços de aspargos frescos e por último a carne desfiada, tudo isso intercalando concha de caldo.

quando o arroz estiver ao dente, leva de 12 a 15 minutos para ficar pronto, é hora de desligar o fogo.

finalize com uma colher bem farta de manteiga e um punhado mais farto ainda de parmesão ralado na hora.

misture, tampe a panela e deixe seu risoto descansar por pelo menos 5 minutos e depois então leve-o para a mesa e chame seus amigos..
;)

Segunda-feira

errata

publiquei aqui uma foto da flor da abóbora, que chamei de cambuquira, e aí a fofa da Nina me chamou atenção para o que, como qualquer blogueira maníaca, saí a pesquisar, de que a CAMBUQUIRA É O BROTO DA ABÓBORA, e não a flor!! que é muito comum em Minas e São Paulo.E ela está corretíssima!!Obrigada querida!!
A foto que publiquei é da flor, simplesmente, que é muito apreciada pelos italianos, muito usada empanada e frita ou recheada, em risotos eteceterá
Quer dizer: a abóbora nos dá as flores, os brotos (cambuquira), a polpa e as sementes.
;)